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Depoimento: A verdade por trás dos sintomas da Covid-19

Com o objetivo de conscientizar, Silvânia conta que foi exatamente pela falta de cuidado que se tornou mais uma vítima dessa doença tão perigosa

Postado em 08/05/2020 às 19:50 |

Por Silvânia Jurioli Folquito, 49 anos, casada, mãe de dois filhos, é santa-ritense e mora no Rio de Janeiro

"Lá atrás quando tudo começou, confesso que achei que tudo seria simples. Eu não seria atingida, pois acreditava que o mínimo que estava fazendo já seria o suficiente. Acredito que, por esse pensamento, baixei a guarda e por isso me contaminei.  

Acreditei que o entregador não me faria mal e a compra que fazia não estaria com nenhuma embalagem contaminada. Falsa impressão. Foi exatamente pela falta de cuidado, que me tornei mais uma vítima dessa doença tão perigosa.

Eu percebi que não estava sentindo cheiro, nem mesmo da comida que estava sendo feita e dias depois, perdi o paladar, estava dando início ao meu sofrimento.

Foi tudo por questão de horas, comecei a sentir uma dor no corpo, jamais senti algo parecido. Automediquei-me. Mas, na verdade, eu estava apenas adiando todos os outros sintomas que estavam por vir.

Veio dor de cabeça, dor de garganta e a dificuldade para respirar. Ao primeiro contato com a emergência do hospital, eu estava ainda com os primeiros sintomas, me mandaram pra casa.

Em 24 horas depois, quando voltei a passar muito mal, fui novamente para o hospital e fiz uma tomografia. Já estava com 25% do meu pulmão comprometido com pneumonia. Estava dada a largada para os dias mais insertos. Estamos lidando com uma doença traiçoeira, rápida e que poderia ter sido fatal. Fui medicada com antibiótico.

Minha filha Marcela, que já é quase médica, e meu marido imediatamente fizeram contatos com alguns médicos que assumiram meu tratamento e nos deram suportes necessários.

Meu organismo não aceitou bem a um dos remédios, tive muito enjoo, vômito, sensação de desmaio, na qual fui ficando muito fraca, sem forças. Fui levada novamente para o hospital onde tomei vários remédios na veia, pois já fazia dias que não me alimentava. Tempos depois, me liberaram e trocaram meus remédios.

Gostaria de enfatizar que os sintomas são rápidos e muito agressivos, mas de todos eles o que requer muito cuidado, muito mesmo, é a falta de ar.

Como minha filha é da área da saúde, ela usa um aparelho chamado oximetro, onde é possível medir minha oxigenação. O normal é que você esteja com a saturação igual a 99, teve dias que a minha chegou a 92 (nível muito perigoso). Abaixo disso muitas pessoas precisam ser internadas para usar respirador mecânico ou em casos mais graves, ser entubado.

Graças a Deus pude me curar em casa (isso é um privilégio), hoje estou melhorando e já consigo descrever toda a minha saga ao longo desses sofridos dias. Ainda não recebi alta do tratamento, não sei quando serei liberada, mas o importante é que sobrevivi a essa doença.

Quero pedir a todos que por ventura leiam esse depoimento que, se puderem, fiquem em casa! Se não puderem usem máscara, lavem bem suas mãos, higienizem bem os alimentos.

Cuide daquilo que lhe é mais precioso SUA VIDA!!

Hoje posso dizer, Deus me ama e eu fui forte diante desse Covid 19!"


Fonte:

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