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Série Cooperativismo

Mais de 20 anos dedicados ao cooperativismo

Vanio Mior aprendeu com seu pai a importância de cooperar e repassa os ensinamentos às filhas

Postado em 17/07/2020 às 21:52 |

Ao lado de sua família, Vanio assegura que foi a forma cooperativa dele ser que garantiu que ficasse na região (Foto: Assessoria Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG)

O cooperativismo é um movimento social e econômico, que se baseia em uma visão colaborativa. Esta foi a definição do agricultor Vanio Mior, 44 anos, morador da linha Santa Maria Goretti, em Iraí/RS, sobre cooperativismo. Desde muito cedo o produtor rural ouvia falar sobre os benefícios de ser cooperativista. Seu pai, Vilson Mior, há 38 anos associado da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen (Cotrifred), sempre acreditou que trabalhar de forma associativa era mais vantagem, especialmente porque sendo sócia, a pessoa também é dona do negócio e tem direito de opinar sobre os destinos do empreendimento. 

Vanio teve sua primeira associação em cooperativa, quando atuou na comissão pró-instalação da agência da Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG no seu município, há mais de 20 anos. “Participei de algumas reuniões com a direção do Sicredi e entendi que o nosso município tinha que contar com uma agência, pelas vantagens que a instituição oferece ao associado. Então, decidi defender a vinda da Cooperativa ao nosso município e ela está aí, gradativamente mais forte”, frisa.

Conhecendo cada vez mais o modelo cooperativo, mais tarde o agricultor decidiu se associar também na Cotrifred, na qual é conselheiro desde 2014. Além disso, há 12 anos é vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Iraí, sempre defendendo os interesses coletivos dos associados.

Atualmente, Vanio é também coordenador de Núcleo do Sicredi e entende que esta função é bem importante. “Muitas vezes, é o coordenador de Núcleo que leva sugestões de novos associados à direção da Cooperativa. Também, normalmente, é ele que ajuda na resolução de algumas situações para manter o associado ativo. São ações que contribuem para o bom andamento dos trabalhos na instituição”, diz.

Além disso, Vanio assegura que foi a forma cooperativa dele ser que garantiu que ficasse na região. “Há uns 20 anos meu pai resolveu ir embora – mas logo retornou –, porém eu, envolvido com as cooperativas e acreditando que elas poderiam me ajudar, optei por permanecer no campo e incentivei outras pessoas também a ficarem. E não estava errado, pois foi através do Sicredi, mais especificamente, que consegui desenvolver a minha propriedade. Na instituição, fui contemplado com crédito para instalação da sala de ordenha e compra de 16 matrizes leiterias – eu tinha 12 vacas em 2014, que produziam três mil litros por mês, comprei mais 16 e agora já tem as filhas destes animais, somando 39 vacas, que resultam em 15 mil litros de leite por mês. Também, financiamos energia solar, que já está dando resultado na economia da energia elétrica, um trator e ainda todo o meu custeio agrícola – planto de trigo (25 hectares), milho (30 hectares) e soja (25 hectares) – tenho o apoio do Sicredi, que sempre me amparou quando precisei”, relata.

Para lhe auxiliar na propriedade, Vanio conta com o apoio da família. A esposa é funcionária pública, mas sempre ajuda na ordenha das vacas. O casal tem duas filhas, uma de 5 anos e outra de 11 anos. A mais velha ajuda em outros afazeres em casa. Para as duas filhas Vanio sempre fala sobre as vantagens de trabalhar com cooperativas. “Tento passar, especialmente para a mais velha, que o cooperativismo é fundamental para nossa vida. Ainda, sempre que posso, oriento os jovens sobre a importância de sermos unidos, trabalhar de forma cooperada também na agricultura, que assim será mais fácil evoluirmos. Falo isso a eles, porque tive uma mudança significativa de vida através do cooperativismo, pois ele vem para fortalecer e ajudar na vida do ser humano”, justifica.

O cooperativismo na região

Vanio afirma que o cooperativismo veio para desenvolver a região, pois afirma que é notório o progresso dos municípios desta parte do Estado, especialmente de 25 anos para cá, com o fortalecimento das cooperativas. “As pessoas começaram a entender que unidas são mais fortes para conseguirem o que desejam, do que se fossem lutar sozinhas. Acredito que todos deveriam ser cooperativistas, porque vemos que os países mais desenvolvidos, são os que têm as cooperativas mais potentes. Por isso, entendo que quanto mais o cooperativismo evolui, mais a vida do agricultor, do empresário, do associado como um todo, se desenvolve também. Quem não conhece o cooperativismo, deveria conhecer, porque ele, com certeza, só tem a ganhar sendo cooperado”, finaliza.


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